2006
Dec 
29

Song For a Blue Hearth – the gift!

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 12:39 am  

Se há musicas que carregam a ironia da vida,
esta é uma delas.
nem sei de que forma ilustrar o que quero dizer… e o que fico a sentir quando a ouço…

Water on my lips, sweet fingers open my eyes, my heavy
eyes
We smile like it was the last smile on earth, the
smile of a blue heart,
blue skin, blue songs.
I know, the colour is blue, maybe too much blue, I
know

Make me scream I scream for you
Make me fly; I’m flying with you
Make me cry I cry for you
Water is Blue, water is blue, water is…
Never found a girl from another world
Never touch the floor with another one
Never breathe that air from another one
Never felt those eyes playing with my soul
Blue to be breath, blue to believe,
Blue to loved by, Blue to be felt by, blue to be
touched by
Blue to believe you,
Someday, sometime, somewhere

Make me cry I cry for you
make me love you, i love you
Never found a girl from another world
Never touch the floor with another one
Never breathe that air from another one
Never felt those eyes playing with my soul
Blue to be breath, blue to believe,
Blue to loved by, Blue to be felt by, blue to be
touched by
Blue to believe you,
Someday, sometime, somewhere

Someday, sometime, somewhere

Someday, sometime, somewhere

Someday, sometime, somewhere

2006
Dec 
18

Diário de uma perseguição…

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 7:42 pm  

« Abro a porta suavemente. O interior ilumina-se. Salta o cheiro característico cá para fora e respiro fundo.
Sento-me vagarosamente, e dou um jeito à bagunça… Já o merecias…
Carrego no Start-Stop e desligo o rádio. Fico deslumbrado a ouvir o som do teu arranque.

Lá fora o termómetro marca 6º celsius, esta fase preliminar vai durar mais do que eu estava à espera. O coração bate ao ritmo do bombear da gasóleo pelos injectores.

Saímos docemente, ao som ainda desafinado dos cilindros. O ponteiro da temperatura vai subindo enquanto procuro um CD que me ajude a passar o tempo.
São duas da manhã e estou mais ansioso que nunca. A escolha musical parece-me mais que óbvia…

“vou andando, cantando… tenho o sol à minha frente… tão quente brilhante, sinto o fogo à flor da pele. Ao longe, distante, fica o mar no horizonte… é nele, por certo, onde a tua alma se esconde, carente, esperando, esse mar és tu… … pode a noite ter outra cor, pode o vento ser mais frio, pode a lua subir no céu, eu já vou descendo o rio….”

A temperatura subiu… estão 90º debaixo do capot. O Primeiro pisar do acelerador ao som da música leva o motor às 3000 rotações num ápice, e as costas ficam encostadas no banco. Faltam muitos Km’s, muito alcatrão ainda por comer. O depósito está cheio e promete-me uma viagem distante.

No leitor de CD’s, em shuffle, aparece-me a Mafalda e a Susana num daqueles duetos…

Ninguém disse, que os dias eram nossos, ninguém prometeu nada, fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma madrugada…
ninguém disse que o riso nos pertence, ninguém prometeu nada, fui eu que podia arrancar sempre mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos, e rasgar-me do mais fundo que há em mim, emaranhar-me no mundo e morrer por ser preciso nunca por chegar ao fim…

Ninguém disse que os dias eram nossos, ninguém prometeu nada, fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma madrugada
e deixar-me devorar pelos sentidos, e rasgar-me do mais fundo que há em mim, emaranhar-me no mundo e morrer por ser preciso, nunca por chegar ao fim…

Ao som de “por outras palavras”, engato a 4ª e levo o carro ao limite de velocidade… acelero agora a 120 em direcção a…, sem acabar o pensamento, engato violentamente a 5ª ao mm tempo que a musica muda, e catapultamo.nos para perto dos 150km/h.

” foi com o entrar, com o arder, para ti nem foi viver, foi mudar o mundo sem pensar em mim, mas o tempo até passou e és o que ele me ensinou, uma chaga para lembrar que há um fim…. diz sem querer poupar meu corpo, eu já não sei quem te abraçou, diz que eu não senti teu corpo sobre o meu, quando eu cair espero que ao menos que olhes para trás, diz que não te afastas de algo que é também teu…

A intensidade da música, faz-me deslizar pelas curvas… os 150 ficaram para trás à muito e eu espero mesmo que esta viagem valha a pena. Um Quarto do depósito já foi e o consumo está perto dos níveis de adrenalina… 10Lts/100Kms.
As mãos, apertam o volante com força. Sinto agora todas as irregularidades do teu corpo, do teu desejo. Um novo fulgor, e uma nova passagem de caixa, aumentam as rotações e a ansiedade de chegar perto de ti.

Zig-zagueio pelas curvas, cortando uma e outra… e a próxima… Não chove, não faz nevoeiro e consigo(-te) ver (n)o horizonte que a lua me permite…

“Agora que pousas a cabeça, na almofada e respiras satisfeito, quero o teu amor, sem sentido nem proveito…
agora que repousas, lentamente sigo a curva do teu peito… procuro o segredo do teu cheiro… do teu cheiro
Juntos fomos correndo lado a lado, juntos fomos sofrendo ter amado… amas a vida e eu… amo-te a ti…

Sinto.te perto… demasiado perto. O teu cheiro mistura-se com o cheiro do gasóleo queimado e, o Megane cada vez mais, rosna alto e em bom som, dando voz aos 80 vigorosos Cavalos-Potência.”»

continua…

2006
Dec 
17

257

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 3:59 pm  

FRIO PA CAR….

2006
Dec 
16

256

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 1:15 am  

“As noites ganharam um dinamismo estranho, até mesmo assustador.
Já não sei pensar longe da luz laranja, já “não consigo dominar, este estado de ansiedade, a pressa de chegar para não chegar tarde.”
Olho à volta e vejo a imensidão do alcatrão, a distância da luz. Sinto a partilha que não é minha e vivo um olhar de “quem eu nunca vi”.
Acendo o candeeiro, ao mesmo tempo que me desligo da realidade. Paro de ouvir os sons extenuantes e concentro.me num som… o da tua respiração, que nunca senti.

às vezes sinto.me parvo, demasiado entusiasmado. Ao mesmo tempo sinto-me livre e tentado… tão tentado a errar, como tentado a cometer a loucura de viver. e…
só Eu sei o quanto quero viver.

“As palavras teimam em sair”, mas tudo isto transpira desafio… o desafio que me falta, os obstáculos que nos fazem ultrapassar, o prazer de conquistar, que nem cavaleiros andantes de espada erguida em luta com dragões sequestradores de corações puros até na impureza do pensamento, da acção!”

2006
Dec 
7

automoveis.

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 4:25 pm  

Em jeito de brincadeira, costumo dizer que não há nada que se intrometa entre mim e o benfica ou entre mim e o meu megane.
Em jeito de brincadeira, costumo “mimar” o carro. tratá-lo com carinho e cuidado.
Em jeito de brincadeira gosto mais daquele carro que sei lá o que.

Em jeito de estupidez, deixei hoje a minha mãe levar o carro sem ela me dizer onde ia com ele… sem ela me dizer que ia para sines em trabalho, e consequentemente levava o megane ao invés do clio da empresa, a passear pelas estradas do litoral-sul.

em jeito de estupidez… ela despitou.se em sines…

e eu n sei como está o meu carro, doi.me tudo… e a alma… e a possibilidade de nao o ter por mto tempo…

obrigado.