está a nevar…
Está a nevar …
e só me apetece beijar…
Está a nevar …
e só me apetece beijar…
Doi.me a cabeça…
Não no sentido de dor, mau estar…
Ou sequer num sentido fisico…
Confundem.me pessoas e atitudes, misturadas com trabalhos de 3d ou videos. e entregas para 3ª feira.
Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram
Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram
Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto
Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!
José Carlos Ary dos Santos
Hoje deixo cair uma lágrima…
Pelas injustiças a que somos sujeitos
Pela memória curta
Por todos aqueles que sofreram na pele, as bastonadas fisicas e politicas do tempo do cavaco.
Hoje deixo cair uma lágrima… só uma…, porque simplesmente “vocês” nao merecem mais que isso.
Merecem as bastonadas… para vos recordar… mas só vocês, que hoje meteram a malfadada cruz à frente dos 10 anos de sofrimento impostos pelas politicas repressivas e opressivas de cavaco.
Não merecem mais que isso..
As outras lágrimas reservo-as para mim…
e para a frustração…
E para lavar a alma…
Está quase a fazer um ano… Que perdido em sonhos e projectos, criei a saudade.
Tive o dom de transformar o sonho em saudade, o bom em mau… a luta pela concretização pela luta do perdão.
Trago comigo no Pulso uma fita que espero um dia cortar. Uma fita que me lembra a saudade, de uma fuga da solidão para outra.
Está para fazer um ano… um ano que uma luz se cruzou nos céus e avisou da presença da costa e escolhos.
Hoje guardo a saudade e uma fita…
uma fita que me lembra por breves momentos o cheiro da maresia, apanhado em pleno alto mar.
Hoje guardo numa caixinha que quero perder no meu espaço, um sonho que se tornou em saudade.
Hoje fecho os olhos e peço a um deus em que nao acredito, que tudo recomece, que a caixa se abra e sinta o cheiro no Alto mar.
Hoje peço que coincidencias, as quais não acredito que existam… Façam todo o sentido.
Hoje peço que um Destino, que acredito que controlo, me leve até ao sossego de águas calmas, longe de qualquer costa.
hoje, somente hoje peço que a saudade acabe.
este é um ano sem resoluções… sem promessas feitas a nós próprios sob influencia, mesmo que comedida, do alcool ou do calor do momento.
talvez esteja na hora de não esperar nada, de me limitar a desejar que este ou aquele ano acabem melhor do que começaram.. seja lá como fôr.
é certo que nao me posso queixar da forma como o ano acabou… rodeado de amigos, muito provavelmente os mais importantes, deram ares de sua graça. É certo que alguns nao estiveram presentes, pelas mais variadas razões e outros aparecem de repente enriquecendo e dando mais côr à ultima ou primeira noite do ano… mas o importante é que quem quis estar esteve.. e é mais um momento que guardo numa caixinha que abro todos os dias quando acordo.
2005 foi o denominado “ano do quase”… quase aconteceu muita coisa, quase se garantiram amizades… e quase se destruiram outras ao limite. Em 2005 quase cumprimos resoluções… e assistimos no ultimo trimestre… a uma repetição do trimestre passado. O verão de 2005 foi intenso… um AcNac para construir e realizar… um verão em fuga. Em fuga das chamas que ameaçaram fajão, em fuga das chamas que ardiam dentro de nós, fruto de paixões e entregas inveteradas. A fuga comum acabou em paredes de coura. Aconteceram concertos de mariza, jantares de anos. Filmes e novelas, usos e abusos com muita intriga à mistura. 2005 não foi um ano muito bom… foi produtivo… mas sofrido. mas há males que vêm por bem e aquilo que não nos mata torna-nos mais forte. talvez isso o tenha tornado em algo positivo.
espera.se por 2006…