( neste momento toca Vambora . Adriana Calcanhoto)
O sol começa.se a pôr…
Por entre as chaminés do prédio do ” cantinho da sofia” e um mais atrás, vislumbro a serra da sintra e num recorte quase perfeito o palácio da pena, encafuado pelas tais chaminés.
Acabei de montar o meu computador, que reposou durante dois dias… O quarto esse está uma confusão, com vestigios de quem andou, ou anda, em mudanças e arrumações.
( fico assim sem você . Adriana Calcanhoto)
Lixo espalhado pleo chão, lado a lado com coisas entusiasmadas para conhecerem o novo local onde serão acomodadas, e a janela… esta enorme janela a 50cm das minhas costas com vista para dezenas de prédios e com a serra entre eles.
A necessidade de mudança, obriga a estas peqeunas loucuras, tirar tudo do sítio sem saber o novo destino. Mas… não está perfeito… longe disso até.
( A sombra de um abraço . Eye)
A nova caixa do pc, mais as suas duas ventoinhas… teimam em lembrar que existem, e a estante ao meu lado… torna este espaço um tanto claustrofóbico… À minha esquerda… nada.. sinto-me desamparado, senão fossem os braços da cadeira sinto que caíria.
( competência para amar . clã)
O céu, já se começa a confundir em tons de laranja e azul, ah.. azul!
Lembro.me que tenho um sonho… viver numas águas furtadas, com uma janela de vidro a toda a largura da sala com vista sobre o rio. Não sei onde fui buscar esta ideia (tvz a um dos livros da Margarida Rebelo Pinto, que li ah uns anos… sim eu li os livros dela). Tenho saudades de ver um pôr do sol sobre o tejo e lisboa… quer seja no adamastor, depois daquela passagem de ano onde descobri que me enganara… e confundira uma curte com algo mais) ou em cacilhas, naquele restaurante brasileiro a 3 metros do tejo.. com vista para Lisboa toda.
( cannonball . Damien Rice)
Apaixonei-me pelo brilho das luzes (não confundir com barulho), quer pelo espelho de luz no tejo, ou pelo acender dos postes e candeeiros pelas ruas de Lisboa.
O laranja que anuncia o crepúsculo, já atingiu o palácio… já pouco mais é vísivel que o skyline da serra, onde o palácio parece fazer parte da própria serra.
( não há estrelas no céu . Rui Veloso)
Procuro tirar um sorriso, nem que seja pensando na alegria que os amigos hoje vivem… no extâse que os invade e nos sorrisos tolos e despropositados que tiram de orelha a orelha.
O calor relembra-me dos fins de tarde em esplanadas, noites quentes no gémeos, praias… e inevitavelmente as saudades de sagres… de ver o farol acender e como um oráculo mostrar.me o caminho a seguir…
(Aqui tão perto . Donna Maria)
Desta vez as simples mudanças no quarto, de muito pouco me serviram ( os primeiros candeeiros na rua já acendem, o sol já saíu de tras dos prédios e tá prestes a engolir o palácio), provavelmente não precisava sequer de ser mudado ou transformado…
( A paixão . Rui Veloso)
Estou cansado… de sonhar, de fazer planos a um sobre dois, sinto-me desiludido, embora este seja um dos por do sol com as cores mais vivas.
( O anzol . Radio Macau)
O sol está mm por detrás do palácio envolto numa auréola de um degradê amarelo para vermelho, faz-me lembrar o pôr do sol em São Jorge, com a ilho do pico a ocupa ro lugar da serra de sintra. Atingimos o Lusco-fusco… o sol também. O último por do sol que vi acompanhado foi nos penedos de fajão convosco… lembram.se?
(coisas . Ornatos Violeta)
(Blister in the Sun . violent femmes)
Passaram duas musicas… n encontrei a sms que alguém me mandou nesse ultimo pôr do sol a dizer… que não seria o ultimo pôr do sol… que haveriam muitos mais… é verdade… sabemos que amanha haverá sempre um pôr do sol… mas porque é que o de amanha n há.de ser igual ao de hoje?… diferença… algo tem de mudar para o pôr do sol de amanhâ ser especial. Tenho saudades d eum pôr do sol especial… a dois!
(Apontamento . Margarida Pinto)
OS candeeiros já tão todos acesos… é uam questão de tempo até ser noite mais uma vez…
A inha mãe liga entretanto, a avisar que só aogra está a sair do escritório e que vai demorar até chegar a casa, até porque não vem directamente…
Merda!
(chuva . Mariza)
Gostava de saber o que é que se passa de errado, o porquê das coisas serem complicadas.. ou não serem sequer, sinto.-me enganado. Tenho a confiança suficiente para dizer que se tivesse uma oportunidade, uma experiência ( na verdade… “se não experimentar…”, não a desperdiçaria nem desiludiria, que as cosias funcionariam e que era feliz ( aqui vou ser feliz, já diz um anúncio que para aí anda)… mas por outro lado estou farto de não as ter sequer.
Curiosamente… não m csgo conformar… nem sequuer acomodar a uma realidade que me parece cada vez mais crua quanto real.
(Problema de expressão . clã)
Mas.. já perdi também a vontade de andar a chorar por outras oportunidades… de andar como um cão atrás d um osso.
Talvez esteja na hora de terminar este post… a bem dizer… o crespusculo ja chegou… e com ele a música de tantas noites.
(Conta-me Histórias . Clã )
(truth . The Gift )