2005
May 
21

166

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 6:50 pm  

O telefone não tocou.. e à muito que o sol já nascera.
Do lado de lá das janelas, um dos cacilheiros anuncia a sua chegada. É tarde, dormi mal e o telefone não tocou.
Estava ah espera do convite. estava ah espera de que me dissessem do outro lado -”olá… será que.. será que podias… será que queres… hummm almoçar ou jantar?”…
O pequeno almoço… foi mais um almoço… sumo de laranja, uma fatia de bolo…cafe, sozinho, a 20 ou 30 km de distanica. nem me lembro bem de quantos quilometros fiz! não interessa, já cheguei ao cafe de tantos dias e noites. repouso na esplanada, com um livro que teima em tirar.me os olhos da linha do horizonte.
Aqui não há cacilheiros, mas os navios de gente rica, movem.se num alvoroço que nos lembra que é fim de semana.não há nada melhor que coisas simples com as quais nos identificamos, nunca acheia muita piada a iates e grandes navios unifamiliares, . E definitivamente não é para ver os barcos de outros zarparem que aqui venho. Venho porque gosto do barulho do mar, do cheiro do sal a entrar no rio e das cores da madeira molhada.

2005
May 
16

tudo o que eu te dou

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 2:02 am  

desculpa joao plagiar o teu blog, ou quase.. mas ver a musica la.. lembrou.me que ainda n estava aqui.
Pedro Abrunhosa – Tudo O Que Te Dou

Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer
2005
May 
13

Retrato de Benfica.

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 4:54 pm  

Parei o carro no cruzamento. À minha direita a estação de comboios que usei durante alguns meses, todos os dias, várias vezes ao dia. Um pouco mais acima, as paragens de autocarro, apinhadas de gente, em várias filas, multplicando por mto o numero de bancos disponiveis no abrigo.
O Autocarro pede-me para passar, eu com um aceno de cabeça dou.lhe passagem, e fico a observar os utentes, por entre as vidraças escurecidas. Uns pensam na vida, outros esperam ansiosamente que o autocarro chegue para saírem da paragem. Eu fico a observar. Os rostos atravessados por um filtro Sephia, transparecem cansaço e ainda só são 9 e 12.
Os comboios que estavam na estação, partiram entretanto e o autocarro entra agora na paragem. os lugares vão.se trocar, mas a olhar para a rua, parece-me que vai atingir rapidamente a lotação.
Avanço, dentro do carro. Hoje a Banda sonora da vida, é Pedro Abrunhosa. Olho mais uma vez para a direita e vou acompanhando o movimento das pessoas a entrar no autocarro… O semáforo está verde e aidna faltam 14m para a hora combinada na escola. Olho pelo retrovisor… Afinal o Amarelo é o 24… e aínda aí vêm mais dois ou três atrás!

2005
May 
12

eu… ía!

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 3:02 am  

=)

2005
May 
6

Vestigios

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 8:57 pm  

( neste momento toca Vambora . Adriana Calcanhoto)
O sol começa.se a pôr…
Por entre as chaminés do prédio do ” cantinho da sofia” e um mais atrás, vislumbro a serra da sintra e num recorte quase perfeito o palácio da pena, encafuado pelas tais chaminés.
Acabei de montar o meu computador, que reposou durante dois dias… O quarto esse está uma confusão, com vestigios de quem andou, ou anda, em mudanças e arrumações.
( fico assim sem você . Adriana Calcanhoto)
Lixo espalhado pleo chão, lado a lado com coisas entusiasmadas para conhecerem o novo local onde serão acomodadas, e a janela… esta enorme janela a 50cm das minhas costas com vista para dezenas de prédios e com a serra entre eles.
A necessidade de mudança, obriga a estas peqeunas loucuras, tirar tudo do sítio sem saber o novo destino. Mas… não está perfeito… longe disso até.
( A sombra de um abraço . Eye)
A nova caixa do pc, mais as suas duas ventoinhas… teimam em lembrar que existem, e a estante ao meu lado… torna este espaço um tanto claustrofóbico… À minha esquerda… nada.. sinto-me desamparado, senão fossem os braços da cadeira sinto que caíria.
( competência para amar . clã)
O céu, já se começa a confundir em tons de laranja e azul, ah.. azul!
Lembro.me que tenho um sonho… viver numas águas furtadas, com uma janela de vidro a toda a largura da sala com vista sobre o rio. Não sei onde fui buscar esta ideia (tvz a um dos livros da Margarida Rebelo Pinto, que li ah uns anos… sim eu li os livros dela). Tenho saudades de ver um pôr do sol sobre o tejo e lisboa… quer seja no adamastor, depois daquela passagem de ano onde descobri que me enganara… e confundira uma curte com algo mais) ou em cacilhas, naquele restaurante brasileiro a 3 metros do tejo.. com vista para Lisboa toda.
( cannonball . Damien Rice)
Apaixonei-me pelo brilho das luzes (não confundir com barulho), quer pelo espelho de luz no tejo, ou pelo acender dos postes e candeeiros pelas ruas de Lisboa.
O laranja que anuncia o crepúsculo, já atingiu o palácio… já pouco mais é vísivel que o skyline da serra, onde o palácio parece fazer parte da própria serra.
( não há estrelas no céu . Rui Veloso)
Procuro tirar um sorriso, nem que seja pensando na alegria que os amigos hoje vivem… no extâse que os invade e nos sorrisos tolos e despropositados que tiram de orelha a orelha.
O calor relembra-me dos fins de tarde em esplanadas, noites quentes no gémeos, praias… e inevitavelmente as saudades de sagres… de ver o farol acender e como um oráculo mostrar.me o caminho a seguir…
(Aqui tão perto . Donna Maria)
Desta vez as simples mudanças no quarto, de muito pouco me serviram ( os primeiros candeeiros na rua já acendem, o sol já saíu de tras dos prédios e tá prestes a engolir o palácio), provavelmente não precisava sequer de ser mudado ou transformado…
( A paixão . Rui Veloso)
Estou cansado… de sonhar, de fazer planos a um sobre dois, sinto-me desiludido, embora este seja um dos por do sol com as cores mais vivas.
( O anzol . Radio Macau)
O sol está mm por detrás do palácio envolto numa auréola de um degradê amarelo para vermelho, faz-me lembrar o pôr do sol em São Jorge, com a ilho do pico a ocupa ro lugar da serra de sintra. Atingimos o Lusco-fusco… o sol também. O último por do sol que vi acompanhado foi nos penedos de fajão convosco… lembram.se?
(coisas . Ornatos Violeta)
(Blister in the Sun . violent femmes)

Passaram duas musicas… n encontrei a sms que alguém me mandou nesse ultimo pôr do sol a dizer… que não seria o ultimo pôr do sol… que haveriam muitos mais… é verdade… sabemos que amanha haverá sempre um pôr do sol… mas porque é que o de amanha n há.de ser igual ao de hoje?… diferença… algo tem de mudar para o pôr do sol de amanhâ ser especial. Tenho saudades d eum pôr do sol especial… a dois!
(Apontamento . Margarida Pinto)
OS candeeiros já tão todos acesos… é uam questão de tempo até ser noite mais uma vez…
A inha mãe liga entretanto, a avisar que só aogra está a sair do escritório e que vai demorar até chegar a casa, até porque não vem directamente…

Merda!
(chuva . Mariza)
Gostava de saber o que é que se passa de errado, o porquê das coisas serem complicadas.. ou não serem sequer, sinto.-me enganado. Tenho a confiança suficiente para dizer que se tivesse uma oportunidade, uma experiência ( na verdade… “se não experimentar…”, não a desperdiçaria nem desiludiria, que as cosias funcionariam e que era feliz ( aqui vou ser feliz, já diz um anúncio que para aí anda)… mas por outro lado estou farto de não as ter sequer.
Curiosamente… não m csgo conformar… nem sequuer acomodar a uma realidade que me parece cada vez mais crua quanto real.
(Problema de expressão . clã)
Mas.. já perdi também a vontade de andar a chorar por outras oportunidades… de andar como um cão atrás d um osso.

Talvez esteja na hora de terminar este post… a bem dizer… o crespusculo ja chegou… e com ele a música de tantas noites.
(Conta-me Histórias . Clã )

(truth . The Gift )