Com o barulho das luzes…
… ninguém nota nada…
Mil e uma vezes…
Mil Sons atirados ao vento
agarrados a suspiros
arrancados com olhares e
cheiros de coração acelarado.
Uma vez…
Odores de quem ama
De quem busca um desconhecido
que nao se quer dar a conhecer,
Que foge e tem medo de encontrar…
LUZES que buscam,
revelam silhuetas e gritam
por de trás de uma porta
” Não está ninguém”.
Olhares que se trocam cúmplices de olhares e,
devaneios… Sonhos e Luzes…
Beijos que um dia foram certos.. no dia!
Mas hoje, deixados ao abandono,
Como se de errantes se tratassem
Quando meio mundo os aplaudiu e chorou
quando labios, beijos se tornaram…
no nosso palco!
São LUZES senhor…
que outrora foram rosas…
em nome de histórias de amor
fantasias e contos de fadas…
hoje rosa… sinónimo de um olhar,
Triste e desconfiado de quem não consegue…
De quem não consegue quebrar um feitiço
E transformar a pedra…
na Luz de um pharol
” que ilumina e aquece
nossas vidas, nossas almas”
Transformar gelo em amor!
Os beijos que hoje não distingo
Se são real ou somente fruto
Fruto de uma puta de imaginação…
São Luzes que brilham
Timidas e intimidadas
Que fazem descobrir silhuetas
E não passam de provocações
Provocadoras Luzes…
Luzes da entropia.
Errantes,
Como o destino que me tenta controlar…
Solitárias luzes
Acendendo uma a uma de forma intermitente
como quem grita
“agora estou aqui…”
“agora não”
Procurando chamar a atenção,
no instante anterior áquele em que se escondem.
Fingindo não ser nada com elas,
Luzes.
São Barulho,
O barulho das luzes
que disfarçam… procurando
Distraír atenções delas…
mesmo sendo delas o barulho..
O barulho das luzes!
