2005
Apr 
23

Com o barulho das luzes…

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 12:54 am  

… ninguém nota nada…

Mil e uma vezes…
Mil Sons atirados ao vento
agarrados a suspiros
arrancados com olhares e
cheiros de coração acelarado.

Uma vez…
Odores de quem ama
De quem busca um desconhecido
que nao se quer dar a conhecer,
Que foge e tem medo de encontrar…
LUZES que buscam,
revelam silhuetas e gritam
por de trás de uma porta
” Não está ninguém”.

Olhares que se trocam cúmplices de olhares e,
devaneios… Sonhos e Luzes…
Beijos que um dia foram certos.. no dia!
Mas hoje, deixados ao abandono,
Como se de errantes se tratassem
Quando meio mundo os aplaudiu e chorou
quando labios, beijos se tornaram…
no nosso palco!

São LUZES senhor…
que outrora foram rosas…
em nome de histórias de amor
fantasias e contos de fadas…
hoje rosa… sinónimo de um olhar,
Triste e desconfiado de quem não consegue…
De quem não consegue quebrar um feitiço
E transformar a pedra…
na Luz de um pharol
” que ilumina e aquece
nossas vidas, nossas almas”
Transformar gelo em amor!

Os beijos que hoje não distingo
Se são real ou somente fruto
Fruto de uma puta de imaginação…
São Luzes que brilham
Timidas e intimidadas
Que fazem descobrir silhuetas
E não passam de provocações
Provocadoras Luzes…
Luzes da entropia.

Errantes,
Como o destino que me tenta controlar…
Solitárias luzes
Acendendo uma a uma de forma intermitente
como quem grita
“agora estou aqui…”
“agora não”
Procurando chamar a atenção,
no instante anterior áquele em que se escondem.
Fingindo não ser nada com elas,
Luzes.

São Barulho,
O barulho das luzes
que disfarçam… procurando
Distraír atenções delas…
mesmo sendo delas o barulho..

O barulho das luzes!

2005
Apr 
21

era uma vez…

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 1:26 pm  

“Era uma vez um menino que andava na escola… não sei bem em que ano é que ele andava, mas era naquele em que em Português se dava o “gato malhado e a andorinha cinhá”…
O menino gostava de uma rapariga. Um dia na escola, numa aula de portugues, o trabalho era, com base nas ilustrações do livro, escrever um novo texto. A forma do menino chamar a atençao era… fazer rir… e ele escreveu um texto que lhe valeu uma valente reprimenda por parte do professor ( o rapaz sentiu-se enxovalhado)… ele até gostava de escrever… prosas e poemas de amor… um dia ele até tinha escrito um para aquela tal rapariga, entregou.lhe. No dia seguinte O gato malhado e Andorinha cinhá, voltaram a fazer das suas. O trabalho daquela aula de Portugues era escrever uma carta de amor do gato para a andorinha. Era agora… ela ia-se vingar de ter sido enxovalhado… estavam-lhe a dar uma oportunidade de transformar os seus sentimentos num texto para avaliação. Ele fê-lo e arrancou aplausos do professor e do resto da turma… Vencera pela primeira vez… e percebeu que tvz os sentimentos fossem verdadeiros… a menina dirigiu-se até ele e disse-lhe “gostei muito” – Os olhos dele brilharam e ele tremia de alegria – ela deu.lhe mais esperanças “podes-me escrever outro poema?!”… terminou com um ” eh pa… mas escreve sem ser de amor e muito menos para mim sim?!”… dois minutos transformados num terror. Mas ele com mta força nem lhe respondeu, virou as costas e nunca mais lhe voltou a escrever o que quer que fosse”

Do resto da historia não m lembro.

mas… gostava de um dia csguir ser como aquele miudo

porque nao

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 12:28 pm  

sinto-me… só?!

157

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 1:33 am  

Procura.se pe de cabra para arrombar cofre…

2005
Apr 
11

douro

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 10:28 pm  

” o trânsito está terrivel”. pensava eu. Na verdade não estava assim tão mal qto isso, ou pelo menos já tinha visto dias bem piores, não fosse eu um frequentador assiduo da VCI.
Dizem que o IC19 em Lisboa, consegue ser bem pior que isto… é que… RAIOS!, afinal esta não é sequer uma boa desculpa para jusitificar o meu atraso!
Pode ser que ela também tenha sofrido com o trânsito… mais ou menos com a mesma probabilidade de ela ter sido atacada por um elefante toupeira no meio da cidade.

Encontrar um lugar é smepre uma tarefa complicada. MERDA, odeio chegar atrasado!!!

Petiscar nestes finais de tarde, junto ao Douro é algo que devia ser obrigatório, em geografia quando andamos na escola… e a pensar que há gente a morrer neste país sem saber o que é um pôr do sol e uma francesinha, com rio, gaia e ponte como pano de fundo!

Vamos ter mais uma covnersa e tu estás com aquele ar de quem foi deixada ah espera.
-desculpa
-Desculpa?! Por amor de deus, estou aqui à mais de meia hora à tua espera.

Sabia que não tinha desculpa, ou pelo menos razão, que não fosse mais que isso., mas ripostei – Não me lixes! quantas vezes te fiz esperar? qtas fiquei à tua espera?”
Reparei pela tua cara que não só me deste razão como acusas-te o toque… e eu fui demasiado bruto contigo
Afinal de contas viemos aqui conversar porque senti que precisavas de o fazer… desculpa!

” que te fez ele desta vez?!”

Ritual

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 10:05 pm  

Começa a ser um ritual.
Tantos dias foram passando e começamos a ficar fieis ao ritual de nos encontrarmos no café, quase sempre à mesma hora.
É algo que se foi tornando quase certo. Até mesmo rotineiro. Independentemente de pesadelos, anseios e noites mal dormidas. Independentemente de farras, copo e noites bem passadas, o Dom Café, o do sol, pois claro está, está sempre lá mais o delta platina, mais o pão tigre e os nectares de pessego pera ou ananas.
É uma certeza, como tantas outras que nos andam a falhar, é para além de dormir e respirar ( qdo me lembro) o acto mais rotineiro.
São horas e horas de conversas, pessoais e intimas, de reuniões, de aventuras desenhadas no papel, de sonhos que se vão transofrmando em projectos e de esboços do que queremos para a vida… são horas de devaneios, alegrias. São horas testemunhas, de lágrimas e esperança, de sorrisos tão enormes que fazem doer os maxilares. São horas de dizermos uns aos outros que somos (ns) apaixonados e são horas em que nos lembramos de desabafar sobre medos, anseios e desilusões.
Mas recuso-me a vê-lo como sendo indispensavel, não o és! És um local onde se juntam amigos, és um hábito. Simplesmente um sítio onde nos sentimos bem, e gostamos de lá levar os amigos. és o sitio do pao tigre e do cha frio de melão. o sitio onde desenhámos a lista de necessidades da Filipa, o sitio onde o joão todos os dia procurava um lugar um espaço na vida de quem gosta, como tb eu procurava.

Não é o nosso sitio.. é simplesmente mais um sitio nosso!

2005
Apr 
10

Porque uma rosa é sempre uma rosa, mas contigo, é o teu sorriso, a tua alegria e a felicidade.

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 2:06 pm  

POST ORIGINAL A 7 DE ABRIL

Há uns dias atrás… mais coisa menos coisa, fomos ao estrada velha, em Sintra.

Há uns dias atrás ( curiosamente exactamente os mesmos dias contados desde a nossa ida ao estrada velha), escrevi nuns postal free, uns textos…
hoje lembrei.me de os passar para aqui, este não foi pensado, foi… vomitado! A ansiedade tomou tal proporção que me limitei a escrever aquilo que me passava pela cabeça, pelo coração e, sem qualquer preocupação. limitei-me a escrever e pronto.

“Dá-me a musica, ou simplesmente dá-me musica…
Faz-me sorrir com o teu sorriso, com o teu beijo, com a tua liberdade… faz dos teus os meus sonhos, faz dos meus sonhos a realidade que um dia partilhamos.
Olha para o Castelo, e sabes que eu vou lá estar, à porta, a cavalo, ou simplesmente montado em desejos e anseios, porque sei que tu vais e queres lá estar, porque já te aproximaste e já deixaste aproximar, porque de mãos dadas vamos mais longe, reviver e viver os novos destinos, viagens e beijos… cuidar-te e tu dares, chocar-mos olhares, suspiros em farois que já percebeste que iluminam a nossa vida, o nosso caminho de mão dada, lado a lado.
Porque uma rosa é sempre uma rosa, mas contigo, é o teu sorriso, a tua alegria e a felicidade.
Não vivas de recordações, vive para as recordações, cria, mete mãos à obra e da uma oportunidade para arriscar, fugir… arriscar e fugir para ser feliz.”

154

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 12:01 pm  

uma oportunidade. É o que quero/peço…

2005
Apr 
7

POSTADO ORIGINALMENTE A 5 de abril

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 9:44 pm  

Hoje dormir foi mais fácil.

Se é verdade que o sol brilha lá fora….é igualmente verdade
que neste momento se põe no meu coração. Forçado como se de um apagar de luz
se tratasse, carregando num interruptor vermelho, selado com um aviso “ quebrar
em caso de emergência”.

Ouvimos constantemente que a vida continua, que o mundo
corre lá fora, para lá destes vidros empoeirados e, eu quero acordar com uma
vontade estúpida de viver… mas não te consigo nem te quero apagar da memória,
dos sonhos!

 

Hoje sei que continuo à tua espera, que anseio pelo teu
telefonema, que me digas que sentes a minha falta. Afinal as coisas resumem-se
a isso… eu sinto a tua falta, de te ouvir, a tua voz, os teus asteriscos, os
teus bons dias… Mas este não foi o caminho que eu escolhi… foi o que tu
escolheste. O meu caminho continua a ter espaço para ser percorrido por duas
pessoas… lado a lado… Tu seguiste o caminho que tens traçado, um caminho tão só
teu, sem espaço sequer para alguém se atrever a atravessá-lo.

 

Vais estar sempre cá… e eu vou continuar a sonhar estar
contigo um dia, à frente do nosso farol.

152

Filed under: Uncategorized — João Tiago @ 5:23 pm  

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
a quem eu me quero dar
porque até aqui eu só

quero quem
quem eu nunca vi
porque eu so quero quem
quem não conheci

porque eu só quero quem
quem eu nunca vi
porque eu so quero quem
quem não conheci
porque eu só quero quem
quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar

A vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só quero estar
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

António variações

Versão por Donna Maria