“o balanço do deserto” … Parte 2 – Os que ficaram, e os que ficarão!
Parece que abriu oficialmente a época das despedidas.
É um sentimento estranho, este, o da ambiguidade!!!
Dou por mim, a contar os dias que faltam, para regressar a casa, para as noites de cafés e chás, para as futeboladas marcadas a dias certos da semana, ao regresso à vida pura e dura de freelancer, aos amigos de sempre, à mãe, ao pai, às descidas de Lisboa em bicicleta, ao volante que se agarra, muitas vezes em direcção ao desconhecido.
Dou por mim a sentir faltas das rotinas, do café ao sair de casa, com o jornal com notícias do dia. Com as primeiras páginas polémicas e ainda mais ridículas do record, com os pasteis de nata. Com as idas à Fnac, com o ouvir a língua mãe e sentir a Luz que só em Lisboa consegui deslumbrar.
Mas, já começo a sentir saudades… Saudades de morar com vista para o Mar, que me acorda todos os dias do outro lado da Rua. Saudades de ver o Por do Sol, mesmo à minha frente, todos os dias, sem nada entre nós. Saudades destas esplanadas, do The Walk, do dinheiro “certinho” a meio do mês…
Mas acima de tudo Saudades daquilo que importa, que realmente importa! Saudades da Familia que cá construímos, daqueles que se apoiaram, durante noves meses, uns aos outros… qdo mais ninguém “daqueles que é costume” cá estava.
Dos amigos, que dia-a-dia, no trabalho, nos oitos e nas câmaras, na Intercom, na praia, na piscina… nas compras de prendas, nas jantaradas… nas noites de bebedeira ou só nos copos do Mai Tai… Dos dias que começam muito lá para a frente, mas sempre numa esplanada por aí…
Das noites que terminam no Starbucks.
Quando dizemos “temos uma equipa filha da puta”, sou o primeiro a concordar, mesmo não sabendo o que é ter uma outra equipa, profissional de televisão, com a dimensão desta.
Mesmo não sabendo se somos “os melhores”, porque nunca tive outra, com que podesse comparar… Chego ao fim, com a certeza que não poderia ter tido grupo melhor, mais unido, mais divertido e competente.
Quantos é que entrariam num táxi em busca de um que fugiu…
ou quantos é que esperariam outros tantos com cartazes, no aeroporto, pela ausência em trabalho, de quase um mês???
Não consigo, por muito que gostasse, de sintetizar, de materializar neste blog, o porquê de saber que vou sentir a vossa falta!
Muitos estaremos divididos por uma A1, outros bem perto…alguns teremos umas fronteiras que nos separarão.
A verdade é que não estarão aquela distância, à distância dos elevadores super-rapidos que em 25s sobem do Ground Level ao 49º Andar desta torre que já é nossa, por direito.
Fogem-me as palavras de uma forma que eu odeio! Mas foge-me tb a razão…
Destes 9 meses, guardo-vos convosco, guardo a vossa amizade, guardo tudo aquilo que me ensinaram.
Por nos termos cruzado…
…Obrigado!
